Sobrevivente brasileiro do 11 de Setembro lembra quando avião atingiu 1ª torre: 'Vamos embora que vai cair'

  • 11/09/2026
(Foto: Reprodução)
Larry Pinto de Faria Jr. em entrevista ao Globo Repórter de 14 de setembro de 2001 Reprodução/Memória Globo Brasileiro que trabalhava no 25º andar da Torre Norte do World Trade Center quando ela foi atingida pelo primeiro avião no ataque terrorista de 11 de Setembro, em Nova York, jamais vai esquecer do momento do impacto. Pela força da explosão que fez um prédio de 110 andares estremecer, o economista Larry Pinto de Faria Jr. pressentiu o que viria a seguir. "Quando bateu o avião, eu disse para o meu chefe: vamos embora que isso vai cair. Não tem como um prédio desse tamanho aguentar o jogo que fez, o balanço que fez. Balançou tanto que chegou a cair a caneta de cima da mesa. Pensa: um prédio de 110 andares balançando. Um absurdo", relata o gaúcho de Porto Alegre. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp O atentado que derrubou as Torres Gêmeas em 2001, em Manhattan, completa 25 anos nesta sexta-feira (11). Em um primeiro momento, ninguém sabia o que estava acontecendo. “Pelo barulho que foi, pelo que balançou, bem que poderia ter sido uma bomba muito forte. Eu não tinha noção, naquele primeiro impacto”, lembra Larry. Drones formam silhueta das Torres Gêmeas em NY pelos 25 anos do 11 de Setembro Quando Larry chegou no térreo, Larry buscou se afastar do Distrito Financeiro de Manhattan. Ele se direcionava à parte sul da ilha quando a segunda torre que foi atingida cedeu, o arranha-céu veio a baixo e o pânico tomou conta. “Medo mesmo, pavor, eu só tive em um momento. Quando eu saí caminhando, só olhei para cima e vi aquela torre grande caindo no meio dos escombros. Comecei a correr, porque estava muito próximo do prédio. Se tivesse caído na minha direção, eu teria morrido. Mas como ele caiu sobre si mesmo, só fui atingido por aquela nuvem de fumaça. Imagina: um prédio de 100 e tantos andares caindo e eu estava do lado dele.” Outro momento de tensão foi quando Larry começou a se deslocar cada vez mais para o Sul da ilha de Manhattan, assim como todas as outras pessoas que estavam nos prédios que foram evacuados daquele lado das torres. Nesse momento, começaram a chegar informações sobre outros pontos dos Estados Unidos que estavam sob ataque, como o Pentágono, na capital Washington D.C. “Eu já tinha escutado que tinham derrubado um avião na Pensilvânia. Tinha não sei quantos aviões que não sabiam onde estavam. Então, pensei, os caras estão atacando os Estados Unidos. Tem 10 mil pessoas aqui nessa praça onde estou. Se jogar um avião aqui, mata todo mundo. Era um formigueiro de gente”, lembra. A torre norte foi atingida às 9h46 do horário local. A torre sul, às 10h03. Larry ficou mais de uma hora sem conseguir comunicar à família que estava bem e em segurança. Ao final do dia, consegui atravessar a Ponte do Brooklyn e chegar à sua casa em Nova Jersey, do outro lado do East River. Larry em casa, nos Estados Unidos, falando ao telefone em reportagem do Globo Repórter Reprodução/Memória Globo VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/09/11/sobrevivente-brasileiro-do-11-de-setembro-lembra-quando-aviao-atingiu-1a-torre-vamos-embora-que-vai-cair.ghtml


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