'Nós não temos dólar': quem era Guerrinha, ícone do jornalismo que teve frases transformadas em meme e lançou livro neste mês

  • 28/10/2026
(Foto: Reprodução)
Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos, em Porto Alegre Além da atuação no Grupo RBS, ele teve recentemente suas rregistrada em livro, iniciou a carreira no rádio ao lado de Paulo Roberto Falcão e ganhou notoriedade pelas frases que se espalharam como memes. A morte do comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, nesta quarta-feira (28), em Porto Alegre, levou ouvintes e colegas a recordar características que fizeram dele um dos personagens mais conhecidos da comunicação esportiva gaúcha. Além da atuação no Grupo RBS, onde iniciou a carreira no rádio ao lado de Paulo Roberto Falcão, ganhou notoriedade pelas frases que se espalharam como memes e recentemente registradas em livro. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp "Ninguém quer saber o preço do dólar, nós não temos dólar", brincou recentemente durante um debate esportivo na RBS TV, em frase que passou a circular como meme nas redes sociais. Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, que morreu aos 70 anos Reprodução/RBS TV Perfil Filho do comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, começou no jornalismo cobrindo turfe e corridas de cavalo. Em 1983, retornou ao Grupo RBS para escrever sobre o tema em Zero Hora. Com o fim da cobertura especializada do setor, passou a cobrir o Internacional em 1993. Anos depois, consolidou-se também na televisão e no rádio, participando de programas como o "Lance Final" e o "Sala de Redação". Embora tenha passado grande parte da carreira na imprensa escrita, a trajetória no rádio começou em 1999. Naquele ano, a Rádio Gaúcha lançou o programa "Falcão na Gaúcha", apresentado sob a grife do ex-jogador Paulo Roberto Falcão e coapresentado por Guerrinha. A experiência abriu caminho para a consolidação de sua presença no veículo. Em 2014, após a saída de Falcão da emissora, Guerrinha passou a comandar o "Paredão do Guerrinha", atração inspirada no formato do programa anterior. No início de outubro, entrou em pré-venda o livro "As Mortas do Guerrinha", obra que reúne mais de 250 frases do comunicador sobre futebol e outros temas. O material foi compilado pelo publicitário Pedro Carvalho Baldi ao longo de décadas e traz comentários, contextualização e, em alguns casos, explicações do próprio Guerrinha. 'Não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto': veja frases épicas de Guerrinha A publicação reúne algumas das expressões mais conhecidas do comentarista, como "não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto" e "dormindo no gelo e acordando suado". As frases ajudaram a transformá-lo em um personagem popular para além das transmissões esportivas e passaram a circular em redes sociais, páginas de humor e entre torcedores. Conhecido pelo humor e pelas opiniões contundentes, Guerrinha acumulou admiradores entre colorados e gremistas. Entre suas frases mais conhecidas estavam ainda "Não pode querer ir pra guerra com secador de cabelo", "Tu comprou o cavalo pra ler ou pra correr? Porque se for pra ler está desfeito o negócio" e a chamada "Lei Guerrinha", resumida na máxima: "Se algo deu certo, então tem que mudar". Internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, para tratar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado, Guerrinha morreu nesta quarta-feira (28). Deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos. Despedida A cerimônia de despedida ocorrerá no Crematório Metropolitano em Porto Alegre. O velório será das 14h às 19h na sala Ecumênica. Grupo RBS emite nota de pesar “Com profundo pesar, comunicamos o falecimento do colega Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, aos 70 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Um dos mais celebrados comentaristas esportivos do Rio Grande do Sul, o comunicador era uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas. Guerrinha começou sua carreira na comunicação no mundo das corridas de cavalo, com passagem pelo extinto Jornal Hoje, da RBS, Folha da Manhã e Correio do Povo. Em 1983, retornou à empresa para escrever sobre o tema em Zero Hora. Dez anos depois, migrou para a cobertura de futebol, com foco no Internacional, seu time do coração. Ganhou os microfones da Gaúcha em 1999 e, no ano seguinte, estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho. Sua história com o Sala de Redação começou em 2004, quando foi convocado a cobrir as férias de Kenny Braga. Guerrinha sentou-se na bancada do mais tradicional programa de esporte do Estado para não sair mais: tornou-se um dos participantes queridos da audiência. Fez história com suas frases de efeito e conquistou colorados e gremistas com seu carisma, ampliando alcance e popularidade por meio das redes sociais. O Grupo RBS lamenta a perda desse grande colega e comunicador e homenageia seu legado para o jornalismo esportivo. A empresa se solidariza com os familiares e amigos, especialmente a esposa, Kathia, as filhas, Michelle e Karine, e os netos, João Vitor, Manoela e Eduarda." Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha Raul Krebs/Grupo RBS VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/10/28/perfil-quem-era-guerrinha-adroaldo-guerra-filho.ghtml


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